quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Emicida fala sobre a negação do racismo: “é o mesmo discurso do apartheid”

http://www.vaiserrimando.com.br/emicida-fala-sobre-negacao-do-racismo/http://www.vaiserrimando.com.br/emicida-fala-sobre-negacao-do-racismo/

Quando foi indagado pelo Fantástico sobre a sua reação em campo após sofrer inúmeras ofensas raciais, o goleiro Aranha, do Santos, creditou ao RAP sua preparação para o caso e sua necessidade de ser mais inteligente que “aquele povo”.
A recíproca é verdadeira. Enquanto caras como Pelé criticaram a ação do jogador, a maioria dos rappers o defendeu e o fez herói. Emicida, que acompanhava a partida pela Internet, foi taxativo ao imaginar como crianças negras se sentiram ao entender o que acontecia.
“Você sente vergonha da cor da sua pele”, respondeu ele ao Ponte Jornalismo. “A pessoa vai se esforçar o resto da vida pra permanecer invisível. Não pra se blindar, ela quer se tornar invisível pra não ser agredida.”
Assim como o atleta do seu time do coração, o rapper também creditou ao RAP seu início na compreensão do assunto. A importância de Racionais, Sistema Negro, Consciência Humana, DMN, Rappin Hood e tantos outros é sempre lembrada.
Emicida também relembrou alguns casos que aconteceram com ele e relatou a tremenda dificuldade e até vergonha que é fazer um B.O. de um caso de racismo.
“Eles usam o mesmo discurso das pessoas que eram contra a abolição. ‘Não, não foi isso não, isso não é nada’. Eles usam o mesmo discurso dos caras que lutavam contra os direitos civis pros negros nos anos 60. Cê vê todos esses recursos se reproduzindo. É o mesmo discurso dos caras que eram contra o fim do apartheid. ‘Não, não é isso não, esses caras tão se fazendo de vítima'”, afirmou. “É extremamente difícil. É humilhante cê ter que fazer um boletim de ocorrência porque uma pessoa negou sua humanidade.”

 http://youtu.be/n7DcbOpKUw8

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Boicote Nacional ao programa "Sexo e as negas" da Rede Globo

Panafricanos-Spain: manifiesto TODOS SOMOS HAMILTON BORGES!!!

Panafricanos-Spain: manifiesto TODOS SOMOS HAMILTON BORGES!!!: Ante el intento de elimancion fisica por parte de la oligarquia y minoria blanca brasileña, dirigido por presidenta Dilma "la bulgara&...

REDERAP - NA EUROPA TEM NEGRXS? ENTÃO POR QUE A PESTE É NEGRA? FICAM AS PERGUNTAS

 REDERAP - NA  EUROPA TEM NEGRXS? ENTÃO POR QUE A PESTE É NEGRA?
FICAM AS PERGUNTAS...

Peste Negra na Europa medieval

Você já ouviu falar da Peste Negra?
A Peste Negra foi uma epidemia que matou cerca de um terço da população que habitava o continente europeu em meados do século XIV. A doença era disseminada a partir das pulgas que continham a bactéria causadora da peste (Yersinia pestis). As pulgas, por sua vez, eram transportadas pelos ratos, já que elas se hospedavam nos roedores.
Nas péssimas condições de higiene das cidades medievais, a peste conseguiu encontrar um ambiente propício para sua propagação entre as pessoas. Lixos e excrementos pelas ruas, além de habitações pequenas e com muitas pessoas, facilitavam a reprodução dos ratos e o contato das pessoas com as pulgas.
O impacto da perda de tão grande quantidade de pessoas marcou a produção científica, cultural, religiosa e artística do período. Além do quadro de Pieter Brueghel, O Triunfo da Morte (acima), pode-se citar o trecho do livro Decameron, de Giovanni Boccaccio.
“Em Florença, apareciam no começo, tanto em homens como nas mulheres, ou na virilha ou na axila, algumas inchações. Algumas dessas cresciam como maçãs; outras, como um ovo; cresciam umas mais, outras menos, chamava-as o populacho de bubões.” Esses locais eram os mais apreciados pelas pulgas, o que indica ser aí que elas picavam. Contaminadas com a bactéria, as pessoas adquiriam feridas, os bubões, que deram origem ao outro nome da doença: peste bubônica.
Boccaccio diz ainda que a Peste passou a aparecer em outras partes do corpo, “em seguida o aspecto da doença passou a alterar-se; começou a colocar manchas de cor negra ou lívidas nos enfermos. Tais manchas estavam nos braços, nas coxas e em outros lugares do corpo”. As manchas negras levaram a população a denominar a doença de Peste Negra.
A moléstia chegou à Europa vinda possivelmente da Ásia Central, por volta de 1347, quando houve o primeiro surto. Nas rotas comerciais, além de mercadorias, ratos também eram transportados pelos mercadores. Era quase impossível evitar a presença desses animais. Com a bactéria chegando às cidades, a peste negra logo se disseminou. Ela era propagada também de pessoa a pessoa, em razão de ter se desenvolvido na forma pneumônica, sendo transmitida através da tosse ou no espirro.
Será que as pessoas da Idade Média sabiam dessas formas de transmissão?
Infelizmente, elas não sabiam. A ciência da época era incapaz de tratar a doença por desconhecê-la. Em face da forte influência religiosa, rapidamente as pessoas acreditaram que a Peste Negra era um castigo divino. Vários grupos passaram a se flagelar em busca do perdão divino. Muitos judeus foram atacados por serem apontados como os 
responsáveis pelo suposto castigo.
Muitos médicos tentaram tratá-la, como Guy de Chauliac (1298-1368). Mas os motivos para o fim da peste estiveram ligados ao próprio ciclo natural da doença, como apontam alguns especialistas. Com a grande mortandade, houve uma grande dificuldade para continuar a propagação da epidemia. Além disso, cidades foram fechadas para a entrada de estrangeiros, pessoas doentes foram colocadas em quarentena e as classes mais ricas, a nobreza, tiveram um menor número de vítimas possivelmente pela maior facilidade de locomoção para seus castelos e casas de campo.
A Peste Negra está inserida em um contexto conhecido como Crise do século XIV ou Crise do Feudalismo, ao lado da ocorrência de fomes, problemas climáticos, guerras e conflitos sociais.

Por Me. Tales Pinto